domingo, 7 de janeiro de 2007

o aborto em Portugal

Concorde-se ou não, o aborto já é legal em Portugal:
  • Até aos 9 meses em caso de perigo de morte;
  • Até aos 6 meses (24 semanas) no caso de deficiência do feto;
  • Até às 16 semanas no caso de violação
  • Até às 12 semanas por razões de saúde da mulher.

Mais um motivo para não perceber porque querem legalizar o aborto até às 10 semanas...

Se há abortos cladestinos é porque as mulheres não sabem que o aborto é legal em Portugal.

Se os motivos forem problemas económicos, penso que existem muitas instituições que acolhem as crianças. Além disso, não estarão estas mães a serem egoistas? Elas já sabem que o mundo pode ser duro. Mas, pronto. Deixem o novo ser ter a sua oportunidade.

Se os motivos forem gravidezes indesejadas... Huum e tal, já existem preservativos há alguns anitos... ou abstinência sexual.

Se é o medo dos tribunais... a Justiça em Portugal não tem dado muito valor a problemas de aborto (li isto num jornal há poucos dias).

Afinal, o que querem os senhores que se gabam que vão votar sim? Terem todo o poder sobre o seio materno? Controlar a vida? Ou há outros intere$$e$ atrás disto tudo?

Tenho dito.

excertos do DN

Margarida Neto, da Plataforma Não Obrigada, falou e disse:

"Em concreto, serão proporcionados "negócios chorudos" com clínicas privadas, agravando-se simultaneamente as contas do Serviço Nacional de Saúde."

"Secundariza-se a promoção da maternidade, banaliza-se e é facilitado o aborto, acto médico prioritário em detrimento de intervenções cirúrgicas urgentes."

"o aborto há já alguns anos que não é passível de penalização." [Ou seja, o SIM, na sua pré-campanha, pede o "fim da humilhação". Mas ela já não existe. Não vai uma mulher ao tribunal há já muito tempo]

Outra pessoa disse que os apoiantes do Não têm dado apoio a várias mulheres (7830) ao longo dos últimos anos. E os do Sim? Nada...

Ana Ramalheira diz "o futuro colectivo está em causa."

Este assunto está aprofundado no Diário de Notícias de hoje...

algo está mal

Este país, à beira mar plantado sempre teve a mania de seguir tudo o que a Europa faz de bem e faz de mal. Ah, uma excepção ou outra, nomeadamente nos Descobrimentos e na não participação (directa) na Segunda Grande Guerra.

Infelizmente, este país, à beira mar plantado, nos últimos anos tem-se preocupado em copiar o que é feito na Europa. E então, para tentar estar ao mesmo nível dos senhores-todo-poderosos da UE, decide também que o aborto é fixe e que deve existir, de forma legal. Pois, acho muito bem. É sempre bom estarmos ao mesmo nível deles, inclusive quando o assunto é matar.

Sugiro até a pena de morte. Sim, sei que na UE ela não existe. Mas a poderosa e avançada potência dos EUA tem legalizada a pena de morte. Provavelmente a UE, concorrente dos EUA, mais cedo ou mais tarde vai adoptar isso. Seria um grande passo se já a tivessemos. Estariamos à frente da UE...

Bem, voltando ao grandioso tema do aborto...

Acho fantástico que todo o Portugal se preocupe com uma Vanessa, uma Sara e uma Joana e não queira saber da Maria que não chegou a ser Maria, da Mónica que não chegou a ser Mónica, do Sebastião que nunca chegou a ser Sebastião e de tantos outros que nunca chegaram a ver a luz do Sol.
A Vanessa, a Sara e a Joana conheceram o Sol. Conheceram a maldade dos homens. Puderam sentir, pelo menos uma vez na vida, um beijo da mãe que, provavelmente, até chorou de alegria ao conhece-las. A Maria, a Mónica, o Sebastião e os outros nunca tiveram essa oportunidade. Nem as mães deles. Talvez por isso essas mães façam parte das altas percentagens de mulheres que entraram em depressão (40%), podendo mesmo chegar ao suicidio (sete vezes superior).
A Maria, a Mónica, o Sebastião e tantos outros confiavam no abrigo do seio materno. Enganaram-se. A barriga de aluguer que escolheram para viverem 9 meses pertencia a uma assassina.

Também acho fantástico que todos falem da crise, da falta de dinheiro. Pronto, daí o aborto até é uma coisa fixe. Serão menos bocas a serem alimentadas. Ou menos prendas compradas para oferecer no Natal. Boa! Afinal o aborto tem o seu lado positivo. Pois tem! Vote sim! Pela sua economia. Criar uma criança é mais caro que abortar...

E acho mesmo fantástico saber, pela boca do Ministro da Saúde, que os abortos (ou interrupção voluntária da gravidez, que cheira menos a homicidio) venham a ser realizados na sua maioria em clinicas privadas. Huum... parece-me que alguém vai encher os bolsos às custas do Sim do Zé Povinho e dos seus impostos.

Mas mesmo fantástico é saber que não vai haver anonimato a quem abortar. Ou seja, vamos saber que a vizinha do andar de cima é assassina. Que a vizinha do lado também é assassina e é, por isso, que se vai divorciar, em breve. E vamos todos saber que a Dona Rosa é uma cobarde por ter abortado porque a sua família o exigiu!

Fantástico também é saber que o nosso país está envelhecido. Se o sim ganhar vão haver centenas de abortos. Logo, vamos ser ainda mais velhos, no futuro a medio prazo! E, todos sabem, os velhos têm altos custos para se manterem (medicamentos, médicos, reformas(?)).
E ainda há uma questão... quem vai tratar deles? As crianças que nunca chegaram a nascer?

Realmente isto está muito mau.

Matem! Matem! Mas só quem não se pode defender.
Isto só prova que a podridão chegou a Portugal. Tarde, mas chegou. A UE, mais uma vez, já estava à frente.

Daqui a pouco tempo ninguém saberá o que é uma família. Ou um bebé. Ou um preservativo.
O aborto será o melhor método contraceptivo! Por isso voto sim!

E digo mais! O aborto devia ser até aos 9 meses! Por favor, pensem nisso!
Com 10 semanas não sei se terei condições financeiras para os primeiros tempos da criança. Pelos 9 meses saberei. Se estiver mal de finanças mato a coisa que está cá dentro a dar tantas dores... E esta, hein?

10 breves motivos para o não

O aborto é contra a vida.
O aborto é contra a mulher.
O aborto é contra o homem.
O aborto é contra a criança.
O aborto é contra a família.
O aborto é contra a consciência.
O aborto é contra a dignidade humana.
O aborto é contra o direito à diferença.
O aborto é contra a ética.
O aborto é contra Deus.

por Dr. Jorge Cruz, médico