
Há 364 dias caia neve em Lisboa, hoje o cenário repete-se. Esperemos que as pessoas fiquem brancas como a neve e fecham que a cor do aborto é o preto, o luto.
Um dia perceberão.
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Pensei duas vezes antes de criar este post, mas vai ser interessante ver os comentários que vou receber, os insultos e as ameaças de morte.


Quero sexo livre e sem preocupações de virem coisas desagradáveis a seguir.
Voto sim porque o preservativo incomoda.
Voto sim porque não tenho doenças sexuais e não quero filhos. Os filhos custam dinheiro e ficava mal ser pai tão novo. E a minha namorada ainda perdia o emprego.
Voto sim porque o sexo é bom.
Voto sim porque não me interessam os outros. Apenas o prazer do sexo.
Voto sim porque está na moda.
Viva o sexo. Vivam os abortos.
isto não é o meu pensagem, ok? É o pensamento secreto dos que vão votar sim...
E volto a dar o exemplo da Espanha:



Quem ganha com a despenalização do aborto é o companheiro que engravidou a mulher e a família ou a sociedade que ficaram envergonhadas (...) Ficam a ganhar, porque em vez de duas testemunhas da sua irresponsabilidade, não terão nenhuma (...) O companheiro, a família e a sociedade, nunca mais se lembrarão do assunto! Miguel Pires in Metro
(...) resolve o problema dos profissionais de saúde que se dedicavam ao aborto clandestino e o poderão passar a fazê-lo legalmente. J. Miguel Pires in Destak
(...) antigamente as mulheres tinham 11 ou 12 filhos ou mais, em piores condições e tinham-nos (...) Pensemos antes e não depois, e caso haja um "acidente de percurso" respeitem a vida e procurem associações de ajuda (...) Vanessa P. in Destak
(...) Se a mulher não quer ter o filho (quem diz mulher diz homem), não deve andar A FORNICAR COM QUALQUER UM QUE APARECE A FRENTE (o mesmo se aplica aos homens)...se não querem o filho não façam.... cbarros in Destak
(...) uma oportunidade para os adolescentes praticarem relações sexuais muito cedo e sem medo, e além do mais, é tirar a vida a uma pessoa e é crime. (...) ha muitas maneiras de prevenir a gravidez,como a camisa de venus,pilulas (...) daki a pouco tiro um curso de enfirmagem e começo a fazer aborto na minha casa para as pessoas conhecidas e cobrar dinheiro,que acham? Pedro António in Destak
O interessante seria apresentar as soluções. O que se segue depois de a lei ser aprovada. (...) Os hospitais estão preparados para resolver esse assunto? Ou passaria a ser como em Espanha? Nas clínicas privadas a custo de 500 a 600€? Ou eram criados nos centros de saúde e hospitais, gabinetes de apoio e aconselhamento? Há quartos suficientes nos hospitais para acolher uma mulher que pretende interromper uma gravidez não desejada? Sim, porque a ideia não é certamente fazer o aborto e ir para casa feliz e contente.Após a legalização o nº de interrupções diminuiria? Ou o objectivo é somente não condenar quem o faz? Marina in Destak

Abortos legais em Espanha em 1995 (incluindo os abortos realizados fora de Espanha), depois da revisão da lei de aborto, que permite alegar “saúde mental” da mulher: 49.367fonte dos números: http://www.letrascomgarfos.net/blog/ e http://www.unidosporlavida.org

Há pouco ouvi o nosso amigo Vitorino (hein? que forma carinhosa de chamar este homem...) na RTP1 nas Notas Soltas.Na minha opinião, é pelo menos de uma coincidência infeliz retirar da lei-quadro da Segurança Social os CAV [Centro de Apoio à Vida] no período que antecede mais um referendo sobre a liberalização do aborto. (...)
Fecham-se maternidades, licencia-se e paga-se o florescente negócio das clínicas de aborto, “abortam-se” Centros de Apoio à Vida. Importamos abortos para Lisboa e exportamos nascimentos para Badajoz! Onde vai isto parar?
Nos últimos nove anos nenhuma mulher foi presa por ter feito um aborto. Esta foi a resposta enviada ontem pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, ao movimento Independentes pelo Não, que esta semana criticou o cartaz do PS que colocava a questão: "Abstenção para manter a prisão?" Apesar de nenhuma mulher ter sido presa, segundo o Ministério da Justiça (MJ), nove tiveram a pena de prisão suspensa ou substituída por multa. Os últimos três casos registaram-se em 2001. No total, desde 1997, foram constituídas arguidas 3 7 mulheres e condenadas 17. 0 MJ sublinha, no entanto, que os dados de 2005 e 2006 não estão disponíveis.A questão não é exactamente as mães que ficam com depressões. É antes as vidas que desaparecem de forma tão cruel e injusta. Sem oportunidade de vir cá fora e tornarem-se em grandes artistas, cientistas, poetas, arrumadores de carros ou sem abrigo. Ou sem a possibilidade, quem sabe, de alterar a vida triste da mãe.
Eu também sou contra o aborto actualmente legal em Portugal. Sou contra que se matem fetos com problemas. Os médicos também erram. Conheço 5 casos em que os médicos aconselharam o aborto (o legalizado) mas as mães foram corajosas e resistiram às pressões. E os bebés nasceram saudáveis... E quantas mães morreram ao dar à luz, num belo acto de amor? O problema das sociedades de hoje é mesmo este: O que é o amor? O que é a vida? Não há tempo para reflectir. Vale a pena viver e andar só pra frente. Matar tudo e todos (no bom e no mau sentido) para alcançar as metas pessoais. Subir na carreira. Ser um Sr. Dr.. O resto (família, filhos, amor, amigos) vem depois. Por isso não me estranha as pessoas desejarem os abortos, eutanásias e tantas outras coisas, para simplificar a vida (ah, e defendam tanto os animais, coitadinhos...). Isto tudo é normal quando os valores básicos da vida, da humanidade, já não existem. E isto tende a piorar ano após ano. Este 2007 ainda mal começou...
Todos os que votarem sim no próximo referendo, estarão a assinar com um X a responsabilidade perante tudo o que acontecer neste pequeno país. Pequeno em amor. Pequeno em verdadeira solidariedade. Pequeno em humanismo. Pequeno em tudo que até tenho vergonha de pertencer a um país destes. Conheço algumas tribos do interior de África que respeitam mais o ser humano, a vida... Mesmo que o aborto venha a tornar-se no método contraceptivo da moda, mesmo que as clínicas privadas enriqueçam, vou estar do lado das mulheres que, em situação de desespero ou pressão, pensem no aborto legal ou ilegal como solução rápida e eficaz. Cada um é responsável pelos seus actos, e até por aquilo que devia fazer e não fez. E fico por aqui. Por agora. Até nova inspiração.
Sintomas do trauma pós-aborto, para as mulheres que ainda têm um coração de carne:
THERESA BURGE, DAVID REARDON - Forbidden Grief: The Unspoken Pain of Abortion
Mais um motivo para não perceber porque querem legalizar o aborto até às 10 semanas...
Se há abortos cladestinos é porque as mulheres não sabem que o aborto é legal em Portugal.
Se os motivos forem problemas económicos, penso que existem muitas instituições que acolhem as crianças. Além disso, não estarão estas mães a serem egoistas? Elas já sabem que o mundo pode ser duro. Mas, pronto. Deixem o novo ser ter a sua oportunidade.
Se os motivos forem gravidezes indesejadas... Huum e tal, já existem preservativos há alguns anitos... ou abstinência sexual.
Se é o medo dos tribunais... a Justiça em Portugal não tem dado muito valor a problemas de aborto (li isto num jornal há poucos dias).
Afinal, o que querem os senhores que se gabam que vão votar sim? Terem todo o poder sobre o seio materno? Controlar a vida? Ou há outros intere$$e$ atrás disto tudo?
Tenho dito.
Margarida Neto, da Plataforma Não Obrigada, falou e disse:
"Em concreto, serão proporcionados "negócios chorudos" com clínicas privadas, agravando-se simultaneamente as contas do Serviço Nacional de Saúde."
"Secundariza-se a promoção da maternidade, banaliza-se e é facilitado o aborto, acto médico prioritário em detrimento de intervenções cirúrgicas urgentes."
"o aborto há já alguns anos que não é passível de penalização." [Ou seja, o SIM, na sua pré-campanha, pede o "fim da humilhação". Mas ela já não existe. Não vai uma mulher ao tribunal há já muito tempo]
Outra pessoa disse que os apoiantes do Não têm dado apoio a várias mulheres (7830) ao longo dos últimos anos. E os do Sim? Nada...
Ana Ramalheira diz "o futuro colectivo está em causa."
Este assunto está aprofundado no Diário de Notícias de hoje...